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O Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva surgiu em 2001, dentro de uma perspectiva de responsabilidade social da BRASKEM em conjunto com a SEMED/Maceió, SEEE/AL e comunidades do entorno das lagunas Mundaú e Manguaba que traçam objetivos e metas para minimizar os impactos socioambientais ali observados. Diante da expansão do Programa de EA. Lagoa Viva surge em 2003, o Instituto Lagoa Viva para atender as necessidades e aportar as atividades desenvolvidas e identificadas pelo Programa em debates socializados nos encontros de Formação Continuada em EA pelas escolas envolvidas com o programa. Tendo como base o conhecimento e a experiência adquiridos pelos seus integrantes em capacitações e realizações profissionais, o Instituto Lagoa Viva mantém há 16 anos o Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva, uma metodologia própria e exclusiva para Implantação de Núcleos de Educação Ambiental em municípios do Estado de Alagoas.
O método moderno e frequentemente atualizado permite que as cidades que aderirem ao Programa recebam assistência para a otimização de práticas em Educação Ambiental, desde que sejam desenvolvidas formas de articulação e participação geral para que a Educação Ambiental venha a ser efetivamente institucionalizada.
Os municípios assistidos recebem orientação sobre como organizar os Núcleos de Educação Ambiental a partir das escolas. Como consequência, são fortalecidas as ações socioeducativas nas em comunidades, sempre em busca do desenvolvimento sustentável, sempre preservando e conservando os recursos naturais e respeitando os processos socioculturais e históricos dessas localidades.
Os coordenadores de Educação Ambiental e professores formadores do Programa contam com toda a assistência dos coordenadores do Instituto Lagoa Viva para a implantação de cada núcleo, definindo e informando a comunidade sobre suas atribuições na escola e no município.
E para assegurar a institucionalização das atividades do núcleo são criadas comissões de Meio Ambiente/Coletivos Educadores nas comunidades escolares. Estas comissões articulam encontros e possibilitam a difusão das atividades em Educação Ambiental dos Projetos de Intervenção e Integração na Comunidade – PIIC, elaborados por instituições escolares vinculadas ao programa.


PROGRAMA ASSEGURA ATUAÇÃO PEDAGÓGICA
O Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva assegura aos municípios participantes um eixo de atuação pedagógica. Com ele são discutidos os temas socioambientais respeitando todas as modalidades de Educação Básica, especialmente as estabelecidas pelos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente e das Secretarias de Educação dos Estados e Municípios.
São contempladas discussões sobre as Metas do Milênio, o Desenvolvimento Sustentável e as Alternativas Assossiativistas e Cooperativistas, que contribuam para a Educação Ambiental. E, além de institucionalizar Políticas Socioambientais, serão trabalhados os Projetos do PIIC, desenvolvidos nas Comunidades Escolares.

RECURSOS NATURAIS SÃO PRIORIDADE
Entre as ações propostas previstas pelo Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva para atuação do NEA está a Gestão de Recursos Naturais, voltada para trabalhos ligados aos recursos hídricos, reflorestamento/desmatamento, saneamento básico, lixo, poluição de rios e encostas, coleta seletiva, gestão de resíduos, entre outros.
Os municípios que aderem ao programa, escolhem uma linha de pesquisa e atuação dentro das propostas pelo Programa. A partir deste primeiro ano, estes projetos iniciais norteiam as atividades para os anos seguintes, devidamente identificados.

PROGRAMA AMPLIA ÁREA DE ABRANGÊNCIA
O Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva surgiu em 2001, dentro de uma perspectiva de responsabilidade social da BRASKEM, empresa situada no bairro do Pontal da Barra, Maceió – Alagoas, que em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação de Maceió, Secretaria de Estado da Educação e as comunidades do entorno do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú e Manguaba traçam objetivos e metas para minimizar os impactos socioambientais ali observados.
Atualmente o Programa tem outra configuração saindo do entorno das lagunas Mundaú e Manguaba para delinear a Educação Ambiental em outras áreas: áreas de domínio total e parcial da Mata Atlântica - Bacia do Mundaú; Bacia do Paraíba; Baixo do São Francisco; Região da APA Costa dos Corais: Recifes Costeiros.
Outro formato desenhado pelo Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva: atuar no Bioma da Caatinga objetivando a disseminação de informação e comunicação entre os dois biomas de Alagoas: Bioma da Mata Atlântica e Bioma da Caatinga.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO POLÍTICA DE EDUCAÇÃO
Atualmente, o Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva conta com a adesão de 29 municípios e um grande desafio: Institucionalizar a Educação Ambiental como Política de Educação em Alagoas, garantindo com isso, o cumprimento da base legal da Educação Ambiental, transformadas em ações de políticas públicas, efetivas e imediatas, rumo a construção de Núcleos de Educação Ambiental/NEAs e Espaços Socioeducativos para debates e reflexão acerca das questões socioambientais locais e universais, e, consequentemente, uma tomada de decisão coletiva entre poder público, empresas, escolas e comunidades, desencadeando, portanto, o processo de construção de Agendas 21 locais e municipais.
No processo, as palavras chaves são Educação Ambiental, Mobilização Social e Políticas Públicas.
Num trabalho coletivo, cada sujeito e cada grupo deve tentar viver humanamente o seu tempo e participar como “cúmplice” – uma personagem na história coletiva, com a penetração crítica e a capacidade de ser solidário, mesmo que muitas vezes se sinta solitário também.
A mesma coletividade que deve ter assegurando o seu direito de viver num ambiente que lhe proporcione uma sadia qualidade de vida, também precisa utilizar os recursos ambientais para satisfazer suas necessidades.
Na vida prática, o processo de apropriação e uso dos recursos ambientais não acontece de forma tranquila. É preciso superar interesses em jogo e conflitos potenciais explícitos entre atores sociais que atuam de alguma forma sobre os meios físico-natural e construído, visando o seu controle ou a sua defesa.
É desta forma que o Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva constrói sua proposta de Implantação de Núcleos de Educação Ambiental.

SEGUINDO A CONFERÊNCIA INTERGOVERNAMENTAL
Desde a primeira Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, organizada pela UNESCO em 1977, em Tbilisi (Geórgia, ex-URSS), sugeriu-se, segundo (Oliva, 2002), que a configuração da Educação Ambiental ultrapassasse a importância de uma experiência cognitiva convencional para tratar-se de uma experiência humana de maior envergadura, daí suas virtudes na formação da cidadania.
Corroborando (Tavolaro, 2005) em seu trabalho Ação comunicativa, diz que a Educação Ambiental crítica aponta para a construção de uma sociedade democrática cujas instituições, processos e âmbito de formação da vontade política e de tomada de decisões sejam consistentemente permeáveis à participação de cidadãos livres e autônomos, a despeito da crescente complexidade e diferenciação características das modernas sociedades.
Deste modo, o Instituto Lagoa Viva, através do Programa Educação Ambiental quando constitui NEAs em 10 municípios do Estado de Alagoas, quando insere a Educação Ambiental no campo dialógico e participativo, entendendo que é preciso mudar a forma de pensar, de sentir, de avaliar e de agir, fazendo uma revolução civilizacional.

METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS E DIALÓGICAS
A atuação dos NEAs está baseada em metodologias participativas e dialógicas passando pela necessidade de identificação de objetivos comuns onde cada município elenca os embates e conflitos socioambientais cristalizados através dos Projetos e Intervenção e Integração na Escola e Comunidade – PIIC.
A estruturação dos NEAs parte da proposta apresentada por (Sorrentino & Trajber, 2003), que atenta para a necessidade do despertar para o sentido de cada pessoa em cuidar do meio ambiente, com uma participação emancipatória, voltada para a criação da autonomia na interdependência, no compromisso, da responsabilidade com o destino comum, nossa e de nossos descendentes, de toda a nossa espécie e de toda as espécies no desenvolvimento do sentimento de pertença e coragem de fazer caminho onde não há caminho (Boff, 1999).

ORGANIZAÇÃO DOS NEAS NAS ESCOLAS
A Organização dos Núcleos de Educação Ambiental nas Escolas se dá a partir da reunião dos Coordenadores de EA. do Instituto Lagoa Viva com os coordenadores de EA. dos municípios e professores-formadores do Programa de Educação Ambiental Lagoa Viva para repasse das informações acerca da implantação do núcleo de EA. nos municípios.
Em seguida, é feita a articulação dos coordenadores gerais com Educadores Ambientais dos municípios vinculados ao Programa de EA. Lagoa Viva, para informar a comunidade as atribuições do núcleo no município e na escola.
São, então, instituídas Comissões de Meio Ambiente nas comunidades escolares, mediante a organização e inscrição da escola no Projeto de Intervenção e Integração na Comunidade – PIIC para a definição de uma política efetiva em EA., na escola e no município, como forma de assegurar a institucionalização das atividades do núcleo de EA. no município.
Seguem-se as discussões para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, Projetos de Intervenção e Integração na escola e na Comunidade – PIIC, em Educação Ambiental, centrados num processo de aprendizagem significativa e, antenados com as questões socioambientais da atualidade.

COMPOSIÇÃO DO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
O público diretamente envolvido no processo de estruturação dos NEAs é composto por professores envolvidos no processo de formação continuada, coordenadores de grupo de cada escola, lideranças comunitárias, agentes de saúde, técnicos municipais de secretarias municipais de educação, meio ambiente, agricultura, movimentos sociais, ONGS e etc.
Os grupos de trabalho são organizados com representação de todas as instituições escolares envolvidas com o programa de Educação Ambiental Lagoa Viva em encontros mensais onde socializam os Projetos de Intervenção e Integração desenvolvidos na escola com a comunidade para, de maneira coletiva e dialógica buscar o empenho de todos os participantes a capacidade de articulação e, a partir destas reuniões seja interpretada a conjuntura em questão e que se configurem os enfrentamentos para os embates socioambientais apresentados por cada localidade onde a escola se insere.
Dessa maneira, é observada a simetria dos problemas detectados e compõe-se o desenho socioambiental de cada município. As intervenções desenvolvidas pelos NEAs buscam a normatização das atividades/ações no município, assumindo, enquanto grupo de atuação, o processo permanente de ação-reflexão, de pesquisa e intervenção, de análise, de delineamento participativo de estratégias, em procedimentos democráticos não hierarquizados e transparentes valorizando as diferentes práticas sociais existentes.
O desenvolvimento dos trabalhos caminha numa perspectiva de efetiva articulação de saberes, atuando nos mais diferentes contextos, articulados com os Poderes Públicos Municipais e diferentes instituições, avaliando, planejando e desenvolvendo projetos e práticas votadas à criação e ou aprimoramento de estruturas e espaços que tenham potencialidade de atuação na direção da sustentabilidade.